quarta-feira, 17 de março de 2010
C. F. A
"Durante algum tempo fiz coisas antigas como chorar e sentir saudade da maneira mais humana possível: fiz coisas antigas e humanas como se elas me solucionassem. Não solucionaram."
terça-feira, 9 de março de 2010
HORÓSCOPO DE ONTEM
Oh! Go ahead and indulge yourself. Whatever you've been offered just happens to be exactly what you want. And you more than deserve it! Why not have some fun doing exactly what you want to do? Okay, it might be a bit over the top, but so what? When was the last time you gave in and had a tottaly hedonistic evening? If it's been a while, seize this moment.
domingo, 7 de março de 2010
NÃO QUERO SABER
Ela me ligou. Perguntou onde estávamos. Estávamos no La Tartine. Vem pra cá. Hoje tem um couscous marroquino ótimo. Você vai amar. Ok. Estou indo. Estarei aí em 15 minutos, disse ela. E chegou com o cabelo molhado, recém saída do banho. Toda bonitinha, de roupa nova. Uma fofa. Até sei o que passa pela cabeça dela: "preciso ser desejada por ela, parecer jovem - como ela" e todos os blá-blás que sempre veem na sequência. Um bobagem. Se ela soubesse que são exatamente essas preocupações que a fazem menos interessante...
Não demorou muito para ela tocar no assunto. Começou a reclamar que é difícil demais namorar alguém com a profissão que sua namorada tem. Que ela nunca está disponível, trabalha pra caralho e quando tem folga, está extremamente cansada para qualquer outra coisa que não inclua uma cama (mas naquele sentido que para muitos é o menos interessante em se tratando de cama à dois). Me subiu um calor. Poderia ter sido o vinho. Mas não foi. Foi quase uma indigestão, causada pelo assunto que já me causou muitas outras indigestões ainda muito recentemente.
Acontece que a amo. E não tenho o direito de machucá-la mais com o ledo engado daquela infeliz escolha feita por ela. Respirei fundo. Controlei a ardência da face que aquele assunto me causou, soltei o ar preso nos pulmões por tanto tempo e a olhei fundo nos seus olhos. Mas foi um olhar terno e amoroso. Um olhar que diria, com a melhor das intenções, que isso mudaria um dia. E que tudo daria certo. Quero vê-la feliz. Mas não acredito que ela será neste contexto absurdo. Então sorri pra ela, com todo o meu amor. Pousei meu braço sobre seus ombros e depois de outro longo suspiro disse o nome dela no diminutivo, como faço com todas as pessoas que a mim importam.
Que tudo se exclareça. Para melhor. Uma pessoa como ela merece ser feliz. Merece carinho e atenção. Uma pessoa como ela PRECISA de tudo isso na verdade. E TUDO isso, não é nada demais. Pena que na vida existam outros "valores" que acabam por deturpar o bom das coisas. Ah a vida! Como diria Fernanda Abreu em Speed Racer: a vida nem sempre é boa / a vida nem sempre é boa.
SOMEONE
You're just not ready to quit. Are you? You realize it's Sunday and it means you'll need to stay up late to work - or that should consider taking the entire day off. That's not your usual style, but now that it's inevitable and you know it, you might want to go out and play with, anyway? Someone who'd make it worth your while?
Yes, there is someone. What should I do? Call her? Should I?
I'll think about it...
sábado, 6 de março de 2010
SERIA O IDEAL

Ir para a terra natal. Sentir o cheiro do mato depois da chuva. Dar um volta longe sem ver carros nem ouvir motores e buzinas, nem centenas de milhares de pessoas. Indo e vindo de e para todas as direções. Com seus rumos ou totalmente sem eles. Ir ouvindo as novas aquisições musicais enquanto observo a paisagem ir mudando. As fábricas e indústrias dando espaço para montanhas, animais e platações. Tudo mais verde. De céu mais azul. Tudo mais duro. Tudo mais pobre, mas não menos interessante.
Seria o ideal acordar com a voz estridente da Selma. A mesma voz aguda de 25 anos de íntimo convívio. Os passos arrastados do meu avó bem cedo, pela manhã. Até todos os barulhos matinais, em sincronia consumirem todo o ambiente da casa e a Lucélia entrar sem nater, abrir a janela e começar a arrumar o quanto comigo ainda dormindo, perto do horário do almoço quando supostamente eu já deveria estar à mesa.
Seria ideal a minha avó entrar no quarto para acelerar o meu processo de noite mal dormida. de adaptação de cama pós viagem de oito horas. Mesmo sentando à mesa com a sobremesa posta. Mesmo meu avô não gostando muito disso. Mesmo notando só depois de algum tempo meu irmão adolescente introspectivo de ressaca também cumprindo com suas obrigações familiares de presença no horário das refeições.
Mas acontece que estou muito cansada. Queria poder estar lá num piscar de olhos. Após estalar os dedos. Justamente o processo de ida (e depois vinda) é que me cansa e já me faz desanimar. E meus gatos? Seria prudente aceitar o convite dela para cuidar deles? Não quero. Quero ficar sozinha. Na minha casa. Sem compromisso com nada nem ninguém. I am going completely offline this weekend.
sexta-feira, 5 de março de 2010
E ELA?
Ela perguntou para ele de mim. Qual era a minha. Qual meu time. Minhas preferências. Disse que eu era gatinha (?). Depois ele veio me contar, junto com a informação de que ela "já andou pelos dois lados da estrada". Mesmo sabendo, perguntei o que ele queria dizer com isso. Ele respondeu: "bom, você sabe..." e riu. Eu ri também. Ele disse que ela provavelmente já me conhecia de algum lugar. Que nós duas devíamos ter amigas em comum. E eu, sem pensar, respondi irresponsavelmente que sim. Provavelmente. Tenho preferência por mulheres mais velhas. Ele riu e se incluiu: você está me chamando de velho, menina? Pode passar no R.H.! Brincou.
Nem meia hora depois ela estava na sala. Inventando uma desculpa qualquer para estar ali, usando sua amizade com o meu diretor para se fazer presente desnecessariamente ali. E eu? Bem, eu dei uma de difícil. Continuei trabalhando. Vez ou outra me virava porque me incluíam no assunto e eu ria. Olhava pra ela e ela estava me olhando. Me sacando. Me sondando. Tentei imaginá-la sem roupa. Tentei imaginá-la fazenndo sexo. Gozando.
Bom. Quem sabe?
quarta-feira, 3 de março de 2010
DEPOIS NÃO ADIANTA MAIS
Sei que amanhã
Quando eu morrer
Os meus amigos vão dizer
Que eu tinha um bom coração
Alguns até hão de chorar
E querer me homenagear
Fazendo de ouro um violão
Mas depois que o tempo passar
Sei que ninguém vai se lembrar
Que eu fui embora
Por isso é que eu penso assim
Se alguém quiser fazer por mim
Que faça agora.
Me dê as flores em vida
O carinho, a mão amiga,
Para aliviar meus dias.
Depois que eu me chamar saudade
Não preciso de vaidade
Quero preces e nada mais
Quando eu morrer
Os meus amigos vão dizer
Que eu tinha um bom coração
Alguns até hão de chorar
E querer me homenagear
Fazendo de ouro um violão
Mas depois que o tempo passar
Sei que ninguém vai se lembrar
Que eu fui embora
Por isso é que eu penso assim
Se alguém quiser fazer por mim
Que faça agora.
Me dê as flores em vida
O carinho, a mão amiga,
Para aliviar meus dias.
Depois que eu me chamar saudade
Não preciso de vaidade
Quero preces e nada mais
(N. Cavaquinho)
terça-feira, 2 de março de 2010
SOB INFLUÊNCIA
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