
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
A.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
É tempo de tensão, consumo exacerbado e frustrações sentimentais. É tempo de pedintes e cestas natalinas. É tempo de repensar a vida e não chegar à conclusão nenhuma. É tempo de sentimentalismos baratos e manipulação da mídia. É tempo de cólera. E de calor intenso. É tempo de ruas lotadas e cheiro ruim no transporte público por causa do calor insuportável. É tempo de querer de volta o inverno e as mangas compridas que aquecem. É tempo de se questionar a vida. De procurar bandas e músicas novas, de buscar algo que comova. É tempo de pijama e TV. É tempo de jogar video-game na cama e fumar um baseado. É tempo de dormir até o meio dia e mandar todo mundo pra puta que pariu. É tempo de silencio e de necessária solidão.
terça-feira, 18 de novembro de 2008
EXORCISMO URBANO.
Chamamos aquele dia de um dia feliz. Foi um exorcismo. Uma sessão sofisticada de descarrego. Ao som de Cat Power, Portishead, Devendra Banhart, Pj Harvey, Thom Yorke, Massive Attack só queríamos esquecer um pouco nossas realidades que naquele dia especial, estava um grande merda fedida. Compramos uma garrafa de vodka e muito gelo. E falamos, falamos, falamos...! Por todo dia. Até que ele virasse noite. Esquecemos a merda de nossas vidas. E fomos exatamente aquilo que dava para sermos. Exatamente aquilo que de fato éramos> pessoas indignadas. Co olhos muito grandes que viam demais! Que procuravam uma resposta. Um sentido para tudo isso que nos cerca e nos cobra coisas. Preferíamos ser cegos. Preferíamos ser surdos. Preferíamos simplesmente não ser.
E tinha os gatos. Que se enroscavam em nós e gratuitamente nos davam um pouco de amor. Porque o ser humano não sabe muito bem o que é isso. Dar amor! Onde já se viu, certo? Certo, É o que a maioria pensa. Somos tolos demais para saber o significado de um sorriso sincero, gratuito. Só seremos realmente felizes quando descobrirmos que as coisas mais importantes e que precisamos de verdade em nossas vidas são gratuitas. Não custam um tostão mas valem muito. É indignante nossa alienação. Nossa ignorância. Somos manipulados, comprados, vendidos todos os dias! E gostamos! Como somos estúpidos!
O céu estava cinza e o dia fesco. A brisa cheirava bem. E nossas músicas eram todas melancólicas. Nos gostamos da melancolia, ela nos alimenta. Nos faz pensar sobre as coisas e nos faz sermos mais fortes. É como andar de olhos fechados pelas ruas. Atravessar cruzamentos sem ver nada, passar por pessoas, por coisas e no final chegar do mesmo jeito onde se quer chegar. Você se sente muito mais poderoso. Porque suas convicções o levaram até lá. Não foras as placas nem os sinais. E você chegou até mais rápido que a maioria. Mesmo sem saber porque tinha de ir. Você simplesmente foi. Porque é preciso chegar a algum lugar, não é mesmo? Pois tem os que só andam em círculos. E acham que conhecem o mundo e todos os seus segredos mais absurdos. Nós não queremos isso. Só queremos poder fazer aquilo que queremos, na hora que bem entendermos. Porque este é um direito nosso. Só que não sabemos disso! Nos fizeram esquecer, ao longo da história que temos vontades. Que somos seres indeipendentes um dos outros e que a sinceridade vem do peito. Do peito. Não das vozes que ouvimos todos os dias vindas de todas as direções.
Você deve estar me achando meio louca. Descontrolada. Não. Ledo engano. É que eu eu enxergo com meus próprios olhos, tateio com minhas próprias mãos e minha sinceridade vem de dentro do peito, do coração. Eu sou uma ovelha desgarrada sim. Porque todos somos. Pelo menos eu admito. E faço escolhas. TOdos os dias faço escolhas. Baseadas na minha conciência de realidade. Escolho uma, duas, três coisas diferentes todos os dias. Porque o que quero vai muito além do certo ou errado, do preto ou do branco. As escolhas são infinitas. Não deixe que dêem as cartas por você. Não escolha apenas aquilo que te sugerem. Escolha algo a mais, uma outra coisa. Porque as possibilidades são infinitas. Infinitas.
E junte-se a nós no nosso exorcismo urbano. Lave sua alma com vodka quando tudo estiver pesando. Porque quanto mais você vê ao seu redor, quanto mais você enxerga (sozinho), mais a sua carga vai ficar pesada e mais difícil tudo vai ser. Mas você vai pulsar a verdade tão forte, vai contaminar as pessoas com a realidade e vai se sentir melhor. Uma pessoa maior! Porque o peso ajuda a crescer. Então vem crescer junto conosco! Vem ser maior, você pode. Você merece!
Ler ouvindo A Sight To Behold - Devendra Banhart
terça-feira, 28 de outubro de 2008
Pensar no quanto a vida muda é surpreendente. E é o que me faz acreditar em alguma coisa. Porque se coisas absurdas acontecem sem aviso prévio, coisas boas devem acontecer também. Tenho a sensação de que é desigual essa média. Acredito que os eventos mais negativos acontecem com mais frequência que os positivos. Esses bons, memoráveis, são mais raros e nem por isso mais intensos. A vida é bem louca e presenciando tudo isso afirmo o seguinte: não se pode afirmar nada. Não sabemos nada. E muito menos o que é ou não certo (ou errado). Somos tolos demais para nos permitir um aprofundamento nessa questão. Tememos que a verdade nos mostre o quanto podemos estar jogando fora as nossas vidas. Não quero corresponder expectativa nenhuma porque percebi que querer corresponder expectativas é querer ser exatamente o que o outro quer que você seja. E quem melhor que nós mesmos para saber isso? Não podemos deixar que as pessoas decidam por nós o que é certo ou errado. Porque só quem sabe sobre isso em nossas vidas somos nós mesmos. Hoje a minha cor é beringela. Mas ontem foi azul royal. E amanhã, vai ser o quê? Não sei, mas quem decide sou eu. Hoje comi frango, ontem peixe, amanhã pode ser qualquer coisa desde que quem escolha alguma das opções seja eu, posto que a boca que vai mastigar e o organismo que vai digerir o alimento são meus. Pra mim o mundo inteiro é meu. E pra você ele deveria ser inteirinho seu. Porque quando olho ao redor me vejo no centro de tudo. E estou exatamente onde quero estar. Tudo é muito rápido pra ficar experimentando a sugestão indiferente dos que decidem o que você deve fazer, porque eles são os que menos se importam. Eu não preciso que eles se importem porque o mais importante na minha vida sou eu.
Você parece uma criança emburrada que precisa aprender uma lição. Só que ao invés de ouvir, você se joga no chão, tapa com as mãos seus ouvidos e berra, berra, berra... E espera o mais velho desistir pra poder parar de gritar e espernear. Depois fica com aquele bico, aquela tromba gigante e aquele vazio de criança orgulhosa, de quem não absorveu nada e ficou com raiva de si mesmo por isso e é orgulhoso demais para admitir. E que mesmo admitindo a falha para si, continua emburrada. E defendendo seu desejo infantil de conforto e alienação.
Cuidado com o desejo de segurança. Ele pode se inverter e se transformar nas grades que te limitam. Podem virar seu quarto pequeno e escuro que você vai chamar de mundo. Pode vir a ser sua maior frustração. E a sensação de não ter feito nada por si mesma nem por ninguém. Alienação egoísta corrói a alma e as veias que dão no coração. Te afasta as pessoas realmente importantes. Te faz ser só mais um nesse jogo idiota.
sábado, 18 de outubro de 2008
[my 2 little black-tie niggers]
O cinza no céu está quase branco e o vento quase bom. Quase na velocidade e temperatura perfeitas. Quase. E o quase também é bom. O quase é bem melhor. Dá pra sentir mais às vezes. Bolotas pretas com vida emitem som enquanto caminham em minha direção. O passo é bambo, é frouxo. Entre um passo ou outro há um desequilíbrio. As bolotas se aproximam, mostram suas unhas. Usam-as para escalar a minha perna. Elas sobem, sobem, estão quase no topo, no ombro, elas vacilam, sentem medo da altura, recuam, tentam voltar. Elas são inofencivas. Elas têm pêlos. Elas defecam e - às vezes - em cima da sua cama. Mas isso é raro. E não é por mal, questão de instinto. Elas também têm cheiro bom. Elas desencanam da escalada. Descem em um só salto. Te dão as costas e, sem mais nem porquê, miam e se vão.
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
TERRA DO NUNCA
Onde estou tem fuso-horário. Tudo é diferente. Os assuntos são outros completamente opostos aos da metrópole e se repetem em todas as bocas. Algumas não têem dentes, mas por aqui isso é normal. As bocas vazias sorriem. Tímidas. E tudo dorme as oito na noite. As ruas se esvaziam. As janelas se fecham. O silêncio se instaura. Apenas alguns gatos pingados, vultos escuros, desconhecidos. Alguns estão comemorando na praça central da cidade. Soltam foguetes. Quebram o silêncio. No som do carro um jingle de campanha política. E no resto das casas as pessoas dormem. Nesta casa alguém ronca no quarto ao lado. Aqui é outro mundo. E eu, sem sono, sinto saudade da minha casa. Do meu mundo.
domingo, 5 de outubro de 2008
Se hoje eu morresse, seria assim, meio que sorrindo e ao mesmo tempo me sentindo sozinha. Se hoje eu morrese, sei lá. Não sei como seria. Mas ia acabar ficando tudo bem. Outras coisas - milhões delas - que não a minha morte, passaria pela cabeça das pessoas. Até que um dia não lembrariam mais de mim. Nem minhas fotos falariam nada. Nem meus registros serviriam para alguma coisa. Se hoje eu morresse, morreria com saudades. Porque sempre fica alguém para trás.
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
O PODER DO FEIJÃO BRANCO...
...está em afastar de você qualquer ser vivo capaz de respirar. Mas o gosto é bom. E é saudável. E se você está lendo todas essas bobagens que escrevo aqui, é porque você tem tempo sobrando. E enquanto você lê eu estou no melhor restaurante francês da cidade comendo de graça!
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
xxx
- Quero gozar na tua bunda...
- Ai gente!
Por que sexo é sempre um assunto tão tabú?
Porque tabu dá tesão.
- Ai gente!
Por que sexo é sempre um assunto tão tabú?
Porque tabu dá tesão.
terça-feira, 16 de setembro de 2008
E PARECIA UM FOLK


Durante a conversa um pedido para enviar um arquivo. Uma música. Faz tempo que ninguém me manda música. Agora as pessoas mandam o link do youtube. Ou te passam o nome para você baixar. Lembro quando tudo começou. Música? Dial-up. Complicado.
Mas a música era lenta, quase triste, melancólica. E tinha no fundo um violão abafado. Para uns clima de amor. Para outros, separação. E parecia um folk.
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
FRIO
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