segunda-feira, 29 de junho de 2009
LOST IN YOUR TRANSLATION
sexta-feira, 26 de junho de 2009
SEMPRE O AMOR

Quantos nomes surgirão ainda em lembranças que estão por vir? Quantos corpos, quantas formas, quantas cores? Quantos cheiros? Haverá mais desencontros? Haverá solidão? O amor é a maior cretinice dentro da condição humana. Presente da vida para nós mesmos. É a piada que ninguém ri. Amor é teste de paciência, reviravoltas à flor da pele, ansiedade amarga que independe de nossa própria vontade. O amor mais machuca que conforta. E a reciprocidade é sinicamente rara. Por que ainda assim não nos cansamos nunca de tentar, de destrinchar e vasculhar almas alheias cheias de traumas e vulnerabilidades? Porque somos todos tolos e essa é nossa condição. Estamos todos fadados a isso. É inevitável. É a nossa maior fraqueza. Está cravado no peito e não tem jeito.