segunda-feira, 6 de outubro de 2008

TERRA DO NUNCA

Onde estou tem fuso-horário. Tudo é diferente. Os assuntos são outros completamente opostos aos da metrópole e se repetem em todas as bocas. Algumas não têem dentes, mas por aqui isso é normal. As bocas vazias sorriem. Tímidas. E tudo dorme as oito na noite. As ruas se esvaziam. As janelas se fecham. O silêncio se instaura. Apenas alguns gatos pingados, vultos escuros, desconhecidos. Alguns estão comemorando na praça central da cidade. Soltam foguetes. Quebram o silêncio. No som do carro um jingle de campanha política. E no resto das casas as pessoas dormem. Nesta casa alguém ronca no quarto ao lado. Aqui é outro mundo. E eu, sem sono, sinto saudade da minha casa. Do meu mundo.

2 comentários:

Anônimo disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anônimo disse...
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